quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

It is Love?- jogo que abandonei.


     Há algum tempo, enquanto fuçava a playstore, encontrei esse joguinhos de escolhas (Visual Novel) que são ótimos para passar o tempo e acabei baixando dois deles, que fazem parte do mesmo universo e com os mesmos personagens, produzido pelo 1492 Studio. Minha intenção era fazer uma resenha assim que eu terminasse de jogar, mas no meio do caminho, eu acabei abandonando os jogos e decidi vir aqui e contar o motivo pelo qual fiz isso.

     Essa resenha contém spoilers.



    Gabriel é o nome da primeira edição do game, que assim como suas continuações tem seu cenário situado na empresa Carter Corp.
    Ele se inicia com a personagem com a qual você joga, chegando na cidade e iniciando seu primeiro dia de trabalho nessa empresa, onde ela logo se vê encantada por seu chefe, o que já começa a me perturbar. A protagonista, que eu nomeie como Kalyna, passa boa parte do jogo dizendo como o Sr. Gabriel (seu gerente) é um cara lindo, maravilhoso, que exala confiança e ela não faz ideia do porque ele se interessaria por ela, típico de uma personagem chata de baixa autoestima que estamos muito habituados a ler em livros.
     A coisa começa a piorar, quando logo no primeiro dia, durante um Happy Hour, seu gerente começa claramente a seca-la, além de fazer o nada apropriado comentário "Você é uma delicia!", deixando a personagem muito surpresa, mas não porque ela acha um absurdo, que seria o normal dada a posição dele, mas sim porque ele é um homem maravilhoso demais para ela ¬¬. Qual mulher não ia amar ser assediada desse jeito por seu chefe no seu primeiro dia de trabalho, não é mesmo? #ironiadetectada

       "Ah, mas Andressa, ela estava afim dele!"- vocês podem dizer.

       Ok, pode até ser que ela estivesse encantada por um homem que ela julga charmoso, mas isso não torna menos inapropriado da parte dele dizer algo do tipo para sua funcionária, que por sinal ele mal conhece. 
      Pouco depois, o sr. Gabriel a chama para sair, e como é um jogo de opções, eu logo me nego, tentando reverter a situação entre os personagens, mas aí surge outro problema, o jogo apesar de te dar a opção de recusar o convite, não te deixa realmente faze-lo, pois logo em seguida o seu chefe insisti e você involuntariamente aceita. Foi nesse momento que larguei o jogo, que tinha a promessa de me dar escolhas, mas não as respeitava.




     Simultaneamente eu jogava a versão Matt, onde o meu interesse amoroso é meu colega de serviço, com quem eu aparentemente tenho uma boa relação, o que eu achei ótimo.
     O jogo (que na verdade foi o que comecei primeiro) me conquistou tanto pelos personagens cativantes, quanto pelo fato da protagonista, que chamei de Annie, ser uma lutadora. Pensei: que ótimo, uma personagem decidida, que sabe o que quer e quem quer, sai para se divertir com sua amiga, que tem uma ótima e ativa vida sexual e não é julgada por ninguém, e ainda por cima luta (você pode escolher entre duas opções de estilo). Tudo parecia bem!
     Apesar de ainda ter os problemas de não respeitar todas as minhas decisões, o jogo parecia um pouco mais aceitável, e eu estava muito curiosa para saber se Annie ficaria ou não com seu amigo Matt, mas como nem tudo são flores, o enredo logo me decepcionou.
     Durante uma briga com Matt, a protagonista confessa que aprendeu a lutar para se defender, pois sofreu abuso quando nova, e por isso sabia se cuidar. Mais uma vez, os roteiristas decidiram usar o abuso sexual como forma de crescimento para uma personagem feminina, o que além de batido, é revoltante e absurdo. Uma tática que já vimos ser usada em diversos filmes e livros, como se nenhuma mulher pudesse saber lutar simplesmente porque é fã do esporte, ou pudesse ser forte sem necessariamente ter precisado passar por uma experiência traumática. Personagens masculinos podem ser bons guerreiros para seguir um grande sonho, porque querem ser os melhores, ou até mesmo por um dom natural, como o próprio Matt nesse jogo, que é professor de uma academia, mas claro que isso nunca se aplica as mulheres nas histórias.
     A gota d'água para que eu largasse mais essa versão de It is Love? foi quando Annie sofreu uma nova tentativa de estupro, sendo salva por seu amigo, já que ela mesmo sabendo lutar não pode se defender de seu agressor. O jogo usar a violência contra a mulher uma vez parece não ter sido o suficiente, ele precisava fazer você ler a cena e tentar se salvar sem sucesso dessa nova tentativa. Lastimável!


   Infelizmente é possível encontrar machismo até mesmo em jogos que dizem ter como consumidores principais as mulheres. Não sei o que exatamente os criadores desses jogos estavam pensando, mas eles não foram muito felizes na criação dessas histórias.

domingo, 8 de janeiro de 2017

O que assisti essa semana



     Requisitos para ser una persona normal é uma comédia romântica espanhola, que conta a história de Maria de Las Montañas (Leticia Dolera), uma mulher que se sente deslocada por ter alcançado os trinta anos sem emprego, casa, namorado, entre outras coisas que ela considera itens necessários para ser considerada uma pessoa normal. Decidida a se encaixar, Maria contará com a ajuda de seu novo amigo, Borja (Manuel Burque), para conquistar todos os itens que faltam em sua lista.
     O filme é engraçadinho, com um estilo visual interessante e uma maneira leve de contar sua história, que apesar de previsível (mal da maioria dos filmes do gênero) diverte pela simplicidade e carisma dos personagens, que mostram que ser "normal" não é algo realmente importante para ser feliz.




     Em Filadelfia acompanhamos a jornada de Andrew Beckett (Tom Hanks), um talentoso advogado, que após ser demitido de uma famosa firma, precisa provar que foi vítima de preconceito por ser homossexual e portador do vírus HIV. Durante um longo e agressivo processo contra seus antigos empregadores, Andrew conta com a ajuda de Joe Miller (Denzel Washigton) um advogado de pequenas causas, inicialmente homofóbico.
     Esse é um filme muito famoso, ganhador de diversos prêmios, e que mostra uma parte muito importante da história na luta contra o HIV e a homofobia. Acho que esses filmes são essenciais, com um conteúdo quase didático, pois muitos de nossa geração simplesmente ignoram esse período, acreditando que a doença é algo do passado e que o preconceito não existe mais.





     A 5º onda é uma adaptação do livro homônimo escrito por Ricky Yancey, que conta a história de Cassie (Chlöe Grace Moretz) uma jovem sobrevivente que tem como objetivo salvar seu irmão de mais um novo ataque dos invasores alienígena, que tentam exterminar a vida humana da Terra.
    O filme tem um enredo simples, com bastante ação, mas pouco desenvolvimento dos personagens e um romance meio esquisito  colocado de qualquer forma no meio dos acontecimentos.
      Como a história faz parte de uma trilogia, o filme termina em aberto e eu não consegui achar a confirmação da sua continuidade nos cinemas






     O Vendedor de Sonhos é a adaptação do livro de Augusto Cury, que acompanha Júlio César (Dan Stulbach), um psicólogo que após algumas decepções na vida tenta suicídio, mas acaba sendo convencido a desistir por um morador de rua, conhecido como "O Mestre" (César Trancoso). À partir desse momento, Júlio começa a acompanhar esse sábio homem em busca do autoconhecimento.
     O filme tem como intuito passar boas mensagens sobre o que realmente importa na vida, mas infelizmente seguiu um roteiro pouco inovador, com cenas bem previsíveis e pouco elaboradas, além de conter uma cronologia confusa, deixando o espectador perdido sobre a duração dos acontecimentos, que muitas vezes são um tanto quanto fantasiosos para um filme que tenta seguir por um caminho menos ficcional.




     Assim como a maioria dos filmes baseados em fatos reais, Um Homem entre Gigantes instigou minha curiosidade sobre fatos que até o momento eram desconhecidos por mim, me fazendo pesquisar mais sobre o assunto assim que termino de assistir.
     Dr. Bennet Omalu (Will Smith), é um neuropatologista forense, que sonha em se tornar legalmente um cidadão americano. Ele se vê envolvido em uma guerra contra a NFL (a liga nacional de futebol americano), depois de diagnosticar uma grave lesão cerebral em um dos jogadores, iniciando uma pesquisa sobre os possíveis efeitos que o esporte pode ter sobre a vida de seus atletas.
     Nesse filme podemos observar como grandes indústrias ou companhias interferem na vida da população, manipulando através do dinheiro e da influência, sobrepondo-se muitas vezes ao bem estar das pessoas.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Clipes com coreografias maneiras

     Desde pequena sou uma apaixonada por dança, o que não necessariamente signifique que entenda muito do assunto :p, o que resultou em um enorme gosto por clipes que possuem coreografias em sua composição.
      Hoje resolvi trazer alguns clipes com boas cenas de dança, mesmo que não sejam de minhas músicas preferidas e nem nada do tipo, com com boas coreografias que me fazem assisti-os várias vezes. 


     Para começar, acho que é muito justo um clipe de Michael Jackson, pai das coreografias e dos clipes dançados.

Thriller



     O pop é recheado de clipes dançantes, principalmente em grupos femininos como as Pussycat Dolls.

Buttons



      Quase todos os clipes da Beyoncé são recheados de passos incríveis que até tentamos copiar, mas nunca ficam exatamente como gostaríamos :p

Run The World



    Para finalizar, mesmo ainda tendo uns outros trezentos clipes que eu gostaria de citar aqui, não posso deixar de fora minha queridinha Sia, que apesar de ter em seus vídeos danças menos "tradicionais" e pouco copiáveis para pobres mortais como eu, merece todo o crédito em coreografias marcantes.

Chandelier



     E vocês, curtem clipes com coreografias? Quais os seus preferidos?