segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Dragão de Gelo

    Esse conto infantil foi público na década de 1980 e é de autoria de George R. R. Martim, o que me deixou bem interessada.
    O livro chegou no Brasil recentemente, lançado pela editora Leya, com ilustrações de Luis Royo e ficou tudo muito lindo, desde de a capa até todos os desenhos internos.
    Infelizmente a história em si não me agradou!
    É bem escrito e tem uma leitura rápida, mas não achei de forma nenhuma um livro infantil. Tem cenas de guerra, que para quem leu As Crônicas de Gelo e Fogo são até "leves", mas longe de serem apropriadas para um público mais jovem.
    Além desse fato, também senti falta de acontecimentos marcantes. O livro começa a narrar a vida de Adara, uma jovem tocada pelo inverno que descobre uma ligação com o Dragão de Gelo, mas não passa muito disso, sem nenhuma grande emoção ou ação. O único acontecimento importante acontece bem no fim do livro, de forma bem rápida e acaba por te deixar com a sensação de "ué".




     Indico por ser um livro com ótimas ilustrações, mas infelizmente não pela história. Eu esperava um pouco mais.

Um comentário:

  1. Não li e não tenho como avaliar legal o lance "pode ou não" ser infantil, mas minhas impressões sobre algo para crianças são as seguintes, como pai de 3 meninos e 2 meninas:

    1º Crianças já se acostumaram com violência e sangue em desenhos e videogames. Não foram alteradas por isso. Eu cresci vendo He-Man, Caverna do Dragão e Thundercats, mas sentia que faltava alguma coisa, como os caras do bem matarem os caras do mal ou ao menos prenderem "for good" e, quando comecei a ver desenhos e seriados japoneses, em que os caras lutavam para matar ou morrer, senti que era mais real. Hoje temos isso mais normal e em desenhos como Gumball sempre vemos mortes, só não sangue, o que ajuda a aceitar a morte.

    2º As crianças tinham nos contos de fadas medievais histórias bem barra-pesadas, que foram sendo douradas e adoçadas com o passar dos anos. O fim de Chapeuzinho Vermelho é a morte pelo lobo. Ponto. Era pra menina nenhuma se estuprada por alguém que lhe parasse na rua ou para que não inventasse de ir pelo caminho mais isolado. Ainda criança li uma versão de Pinóquio em que ele era pendurado pelo pescoço pelos dois bandidos que lhe encontravam no meio do caminho e que lhe davam muitas facadas, mas como sua madeira era dura foi vendido para um circo. Era pros meninos não fugirem de casa, que é um ímpeto nosso. Eu tenho um irmão que fugiu algumas vezes, mas sempre foi recapturado e hoje é psicólogo.

    Daí que eu acho que o Martin deve ter isso em mente; que as coisas não precisam ser Disney. Quanto a história ser boa ou ruim, lembre-se de que histórias infantis não são a praia dele e que era de uma época em que estava "aprendendo" a escrever.

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