segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Rainha Vermelha

capa do livro A Rainha Vermelha

     Nessa distopia da autora Victoria Aveyard, somos apresentados a um mundo dividido, onde a cor do sangue determina a classe social de cada pessoa. Enquanto os humanos de sangue vermelho vivem na miséria, obrigados muitas vezes a servirem na guerra, os prateados são dotados de riquezas, luxos e poderes, que mantém essa hierarquia injusta em funcionamento.

     Mare é uma jovem vermelha, prestes a completar dezoito anos, que já se conforma com seu triste futuro servindo o exército, assim como seus irmãos mais velhos. Após acontecimentos que podem culminar em uma revolução contra os prateados, Mare acaba descobrindo uma habilidade incomum, que pode mudar toda a estrutura de sua sociedade, envolvendo a garota em uma rede de mentiras e conspirações.


     A premissa da história, dos humanos divididos pela cor do sangue, é realmente muito interessante, abrindo um leque de possibilidades para discussões políticas e boas cenas de ação, mas infelizmente em algum momento do livro, o enredo começa a se perder.
     Alguns personagens (de suma importância) tem arcos muito previsíveis, o que faz todo o livro ser pouco inovador e meio maçante.
     Outro ponto negativo é a utilização de um triângulo amoroso, que além de ser muito clichê, não tem química alguma. Mare acaba se envolvendo com uma pessoa com quem ela pouco conversa, que tem ideias opostas ao que ela acredita ser certo e justo para o mundo, chegando a considerar essa pessoa um inimigo perigoso, por quem ela muitas vezes demonstra medo. O romance dessa história simplesmente não convenceu, além de ser pouco necessário para o desenvolvimento da trama.
      Muitos acontecimentos não fizeram sentido, como o fato de a autoridade real ser apresentada como inquestionável em vários momentos e ignoradas quando conveniente. Sem falar em riscos completamente impensados que alguns personagens se envolveram, mas sobre isso não posso dar mais detalhes para não dar Spoilers.

     Em questão visual, o livro é simplesmente lindo. A capa é chamativa e super condizente com a o enredo. Encontrei alguns poucos erros de digitação, que não atrapalharam de fato a leitura, mas senti muito a falta dos mapas, pois eles são muito citados na história. Acho que seria um ótimo bônus.

página interna do livro A Rainha Vermelha
Primeira página

      A minha conclusão sobre A Rainha Vermelha, é que o livro tinha uma ótima ideia e um grande potencial como distopia, mas acabou se perdendo pelo excesso de elementos e a criação de um triângulo (quadrado talvez) amoroso sem necessidade e pouco palatável.

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