domingo, 11 de agosto de 2019

Primeira semana de aula, uma infinidade de coisas para fazer


Na segunda-feira passada minhas aulas retornaram e em apenas uma semana, já estou lotada de trabalhos para fazer e livros para ler.

A cada professor que entrava na sala de aula a lista de leituras crescia e quando a sexta-feira chegou (não tive aula nesse dia) ela já estava mais ou menos assim:

- Prática de Morfossitaxe: como e por que aprender análise (morfo)sintática. SAUTCHUK, Inez.
               *esse no caso é para ler ao longo da vida e não só nesse semestre.
- Primo Basílio. Eça de Queiroz.
- Discurso e Mudança Social. FAIRCLOUH, Norman.
                *esse é para a Iniciação Cientifica.


Em questão de livros de literatura que eu escolho, me considero uma leitora rápida. Já li aproximadamente 1500 páginas em uma semana tranquilamente. Mas se o livro não me agrada, a história é bem outra. Já demorei um ano em um livro de 200 páginas e ainda abandonei a leitura (sim, "Entrevista com o Vampiro", eu estou falando de você). Livros técnicos costumam ser mais arrastados e extensos e se adequam nesse segundo ritmo de leitura.

Além dos livros, tem os trabalhos, que até o momento contabilizam sete, mais dois seminários. também temos as atividades complementares para realizar e as preocupantes horas de estágio, que podem começar a ser cumpridas esse semestre.

Começo de semestre sempre bate aquela ansiedade ao ver a quantidade de coisas que tenho para fazer. A ideia é tentar não surtar, afinal de contas, os outros semestres também foram puxados e acabei dando um jeito de lidar com eles.

Vou precisar me organizar, priorizar algumas leituras, evitar deixar as coisas para última hora e, claro, tirar alguns momentos para descansar.

É muito fácil nos desesperamos ao encarar uma grande lista de afazeres. Eu muitas vezes me pego surtando enquanto tento fazer tudo de uma única vez, o que obviamente não funciona. Quando percebo que estou com três trabalhos diferentes abertos, agenda na mão e caçando um audiobook no celular, eu paro e me dou uma pequena bronca, fecho todas as coisas, sento e tento me organizar. Separo as coisas em pequenas tarefas ao longo da semana, de forma que eles se adequem ao pouco tempo que tenho para fazê-las. Até o momento, está dando certo.

Se você também está começando um semestre de aulas e já está angustiado, eu te entendo, mas vai dar certo. Se planeje, se organize e se precisar, não exite em pedir ajuda dos seus colegas de sala, amigos e da família. Às vezes tentamos fazer tudo sozinhos e acabamos nos enroscando, passando um nervoso desnecessário e gastando mais energia em uma tarefa do que era realmente preciso.

Vou tentar seguir minhas próprias dicas ao longo desses seis meses, pois sei que muitas vezes é fácil falar, difícil é fazer. Espero aproveitar bastante meus estudos e torço para que vocês também aproveitarem.

Boas aulas, pessoal!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Quase trinta: expectativas de criança

A. Constantino Brandão criança

Quando crianças, é comum que nos perguntem o que queremos ser quando crescermos. Desde muito novos as pessoas nos fazem pensar sobre o futuro, sobre carreira e sobre família. Aos sete anos de idade, meus filhos ainda não nascidos já tinham nomes escolhidos.

O tempo vai passando e nosso planos para o futuro vão amadurecendo e se modificando, e isso é ótimo! 

*****

Atualmente tenho 27 anos e minha vida não está nada parecida com o que eu aos dez anos tinha imaginado. Obviamente, há coisas que eu gostaria que tivessem se concretizado, mas seria uma tortura tentar corresponder as expectativas de uma criança que não sabia absolutamente nada da vida.


Aos 11 anos eu achava que tinha decidido minha profissão e que assim que saísse do ensino médio iria direto para a faculdade. Quão desapontada ficaria essa Andressa ao saber que eu ainda não sei ao certo qual a minha carreira e que com quase trinta anos continuo estudando?

Mas tudo bem, a Andressa de 11 anos achava que o vestibular era fácil, que poderia terminar todos os estudos sem trabalhar e que iria conseguir um cargo logo depois de formada. Ela era ingênua e não tinha como imaginar como as coisas realmente funcionam no mundo adulto. Essa criança não tinha como saber que ao entrar na primeira faculdade iria gostar de diferentes áreas de estudo e que iria se apaixonar novamente pela escrita, deixando a decisão mais difícil.

O assunto "carreira" deixa muitos adultos entre os 20 e 30 anos nervosos. Afinal, como eu já disse anteriormente, somos bombardeados por essa pergunta desde sempre. Esperam que ao fim da escola tenhamos decidido o que fazer com as nossas vidas e tratam essa escolha como algo definitivo. Como se não pudêssemos trabalhar um pouco aqui e um pouco ali.

Atualmente estou na minha segunda faculdade, estudando letras. Amo minhas aulas e espero um dia poder trabalhar com livros. Mas talvez a Andressa de 37 tenha decidido outra coisa. E tudo bem!

Já tive essa conversa com diferentes amigos e muitos confirmaram que quando mais novos imaginavam que aos 20 anos seriam adultos de "sucesso", o que na nossa cabeça de criança significava: casa, carro e família formada.

Hoje, aos 27 anos, eu ainda não tenho uma casa própria. Ainda moro com os meus pais e divido uma cama de solteiro com meu noivo vários dias da semana. Mas tudo bem. A pequena Andressa não fazia ideia de quanto era preciso trabalhar para comprar uma casa.

Não digo que não quero mais uma casa. É claro que eu quero. Mas agora tenho mais consciência da dificuldade disso. Não preciso me apressar. Posso planejar isso tranquilamente, enquanto aproveito a companhia da minha família.  E quando acontecer, vai ser ótimo!

Alias, essa menininha achava que aos 20 anos estaria pronta  para ter filhos. Como minha mãe engravidara nessa idade e sempre tivemos uma boa relação eu pensava: quero ser uma mãe jovem também. Nunca havia passado pela cabeça da Andressinha que ela talvez nem quisesse a maternidade. Casar, engravidar e criar os filhos era apenas uma consequência da vida que ela foi ensinada a acreditar.

O carro também não aconteceu. A Andressa de hoje tem habilitação, mas não gosta de dirigir. Prefere andar de bicicleta ou até mesmo panguar olhando pela janela do ônibus.

Meus objetivos cresceram comigo. Foram se modificando de acordo com as mudanças que aconteceram na minha vida e na minha mente. Não é uma questão de desistir de sonhos e sim de adequação. Imagina só, se sem estar pronta, eu decidisse ser mãe aos 20 anos apenas para corresponder a expectativas que criei quando criança?

A pequena Andressa fez vários planos que não se concretizaram, mas alguns se realizaram e foram ainda melhores do que ela esperava. Eu fiz minha primeira faculdade na área de comunicação, como o planejado e lá fiz amizades verdadeiras e duradouras. Continuo amiga de pessoas que a Andressinha disse que levaria para a vida  toda. As mantive por perto e fortaleci esse laços. Ainda não me casei, mas tenho um ótimo e longo relacionamento com meu primeiro namorado e melhor amigo.

As coisas podem não ter saído exatamente como a Andressa criança queria, mas deu certo. Tudo isso faz parte do processo.

*****

Fazemos parte de uma geração cheia de autocobrança. Mesmo sabendo que não devemos, estamos sempre nos comparando com os outros e com aquilo que imaginamos que deveríamos ser, com o que deveríamos ter. Acreditamos que existe idade para tudo. Estamos sempre tentando medir nossas vidas por réguas que não fazem o menor sentido.

É quase impossível não criarmos expectativas, mas devemos nos ater as nossas próprias e pensar bem se elas são o que realmente queremos ou se estamos apenas incorporando a expectativas dos outros como nossa própria verdade.

Devemos sempre procurar nossa melhor versão, a constante evolução e o aprendizado. Mas também devemos pensar em tudo o que conquistamos, como e porque fizemos essas coisas. Reavaliar nossos objetivos, pois muitas vezes eles acabam se modificando no meio do caminho, e isso é ótimo. Se somos seres mutáveis, nossos sonhos também são.

domingo, 21 de julho de 2019

Assistidos: O Físico, Capitão Fantástico, Shazam! e Megarromântico.

Olha quem finalmente decidiu voltar a escrever sobre os últimos filmes assistidos!
Depois de um tempinho afastada do blog, estou finalmente de volta e felizmente com uma pequena lista de bons filmes para indicar.

O Físico


Longa baseado no livro de Noah Gordon, que conta a história de Rob, um jovem inglês com habilidade especiais que possui grande interesse no estudo da medicina. Para aprender mais sobre como tratar de seus paciente, o rapaz cristão viaja para Pérsia, onde finge ser Judeu para frequentar a escola de um famoso médico.

Apesar de conter elementos de fantasia, o filme mostra pontos interessantes sobre a cultura de diferentes povos durante o século XI. O Físico mostra alguns costumes e tabus da época, como o fato de não ser permitido o conhecimento do corpo humano internamente.

O filme não é recheado de grandes emoções ou de ação, mas trás junto de sua história linear, fatos curiosos e um humor leve.


Capitão Fantástico



O filme dirigido por Matt Ross e estrelado por Viggo Mortesen conta a história de uma família que vive longe de civilização. Ben e seus seis filhos tem suas próprias tradições, baseadas em muito estudo, treino físico e crítica ao consumismo do mundo moderno.

A vida da família sofre uma grande mudança depois de um triste acontecimento que eles precisam por o pé na estrada.

Capitão Fantástico mostra uma criação diferente da que estamos acostumados, com um ensino familiar, contra o consumismo e as ideias de massa. Além disso, mostra quão facilmente podemos nos tornar autoritários quanto a imposição de nossas ideias, ainda que critiquemos exatamente isso.


Shazam!



O filme Shazam! da DC Filmes conta a história de como o jovem Billy Batson adquiri super-poderes e se adquiri a fisionomia de um adulto.

Com a ajuda de um de seus irmão adotivos, Billy aprende como utilizar seus poderes, mas ainda precisa definir o que fazer com tantas habilidades.

O longa tem a proposta de ser uma comédia leve, diferente dos outro filme de heróis da DC, e acerta nesse ponto.

Shazam! é divertido, tem personagens com potencial, mas falha no desenvolvimento do roteiro. A história é bem corrida, perdendo momentos de dramaticidade e aprofundamento das características tanto de Billy, quanto de seus irmãos.


Megarromântico



Em Megarromântico, filme da Netflix, conhecemos Natalie, uma jovem fechada para o amor e que busca reconhecimento profisional.

Após sofrer um assalto, Natalie bate a cabeça e acorda em um mundo paralelo, onde tudo parece um clichê de comédias românticas.

Megarromântico satiriza os clichês do gênero que faz parte, de forma leve a divertida. Para quem adora clichês fofos, histórias previsíveis e confortáveis, esse filme é um prato cheio.

sábado, 29 de junho de 2019

Músicas que vou enjoar de tanto ouvir

Todo mundo tem aquele período da vida que está tão viciado em uma, ou em algumas músicas, que fica ouvindo repetidamente a mesma canção.

Para falar a verdade, estou sempre nesse período, vou apenas trocando de música viciante. Então montei uma mini-playlist com as músicas que tenho escutado compulsivamente nessas últimas semanas.

Yoyo- Glória Groove fear IZA

Acho que tenho escutado essa música umas três ou quatro vezes por dia. Difícil estar no ônibus e não poder mexer a lomba.





Sem Terror- Quebrada Queer feat Glória Groove

Sim, olha ela aqui novamente em uma participação na música sem terror do grupo Quebrada Queer. Outra música que  dificulta a missão de ficar parada.




Triste, Louca ou Má- Francisco, El Hombre

Essa letra é simplesmente maravilhosa.




Roteirista- Caio Prado

Pela voz incrível, pela letra e pelo som de violino.