domingo, 13 de outubro de 2019

Quase trinta: Lista do que você realmente precisa fazer antes dos 30


Atualmente com 27 anos, mas sempre que perguntam minha idade, já meto logo um “quase trinta”. Acho mais fácil e já expressa um pouco de como eu me sinto: em fase de transição. 

Trinta anos é uma daquelas idades que criam certas expectativas na nossa cabeça, assim como os 18 anos. Para alguns é quase como um marco de: agora eu realmente um adulto. Muitos pensam nas coisas que gostariam de ter realizado antes dessa idade, dessa mudança de fase na vida, e você pode encontrar diversas listas na internet que tratam do tema “O que você precisa fazer antes dos 30” e eu decidi montar a minha listinha também, falando aquilo que você realmente deve fazer. Lá vai:


O que você realmente precisa fazer antes dos 30:



  1. Aquilo que você quiser e puder.

Fim.



Agora talvez você esteja um pouco decepcionado com a minha lista, mas isso é o que eu acredito que você realmente deve fazer antes dos 30: tudo aquilo que você quiser fazer antes dos trinta e teve oportunidade/condições de realizar.

Nessas diversas listas que você pode encontrar na internet vão ter sugestões bem legais, mas também algumas que não condizem com a realidade (e gostos) de todo mundo.

Nem todo mundo quer ou pode viajar sozinha, as vezes nem para cidades próximas, quem dirá "mochilar" pela Europa. E tudo bem!

As listas não estão aí para te obrigar a nada, eu sei. Mas acredito que algumas pessoas podem se sentir intimidadas por elas. É comum nos compararmos com outros e, muitas vezes, isso acaba sendo muito prejudicial.

Cada pessoa tem seus próprios objetivos. Não podemos nos guiar por uma lista ou nos limitar por causa de nossa idade. Você pode se planejar para realizar determinadas metas em um certo tempo, mas se não conseguir realizá-la a tempo e ainda for possível fazê-la depois, sua idade não deveria se tornar um empecilho.

Se planeje para as coisas que você quer fazer, da forma que você puder fazer, sem cobranças desnecessárias e sem se basear em uma lista criada na internet por uma pessoa que tem uma vida e uma consciência muito diferente da sua.


Lembre-se a única coisa que você precisa obrigatoriamente fazer antes de fazer 30 é viver 29 anos, o resto é opcional 😉.

domingo, 22 de setembro de 2019

Assistidos: Byzantium, Mary Shelley, Olhos que condenam,



Nessas últimas semanas assisti poucos, mas bons filmes. Listei os últimos quatro que lembro de ter assistido e gostado.


Byzantium




O filme conta a história de Clara e Ella, duas vampiras que tentam viver as sombras de seus segredos.
Ella se sente sufocada pelas mentiras e pelos traumas do passado, quando ainda era humana. A vampira não aguenta mais se esconder e fugir daquilo que ela mal sabe o que é e começa a se revoltar contra os métodos de Clara.

Byzantium apresenta uma mitologia diferente para os vampiros, com origem e habilidades diferentes das que eu estou acostumada a ver.

Apesar de possuir uma história interessante o ritmo é bem arrastado, se tornando um pouco cansativo. O filme ganha um pouco de "ação", e quando digo ação quero dizer acontecimentos relevantes, lá para o fim.


Mary Shelley



O filme estrelado por Elle Fanning conta a história da escritora inglesa famosa pela criação do clássico Frankesntein.

O longa retrata sua vida e seu processo de escrita, ao lado de seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley. Apesar de alguma imprecisões que sempre ocorrem em cinebiografias, Mary Shelley é um bom filme, que instiga a curiosidade sobre a escritora e sobre outros nomes famosos mencionados na trama.


Olhos que condenam



Pense em uma história triste, que relate uma justiça terrível contra cinco jovens, que foram tratados como monstros e condenados a prisão mesmo sendo inocentes. É exatamente esse o enredo do filme Olhos que condenam, baseado em fatos reais (o que só o torna ainda mais triste).

Ao longo dos 4 episódios dessa minissérie conhecemos a história desses cinco adolescentes negros, que foram acusados de estupro no início dos anos 1980. O caso deles se tornou famoso na época e teve ampla influência da mídia.

A minissérie causa sentimento de profunda revolta do telespectador ao mostrar como esses jovens foram coagidos pela polícia, atreves de métodos condenáveis de interrogatório, a admitirem um crime que não cometeram. 

A minissérie tem boas atuações e, apesar dos sentimentos que causa, vale muito a pena assistir.

Steven Universe: The Movie


Assim como a série animada, Steven Universe: The Movie é recheado de amor e musicas. O filme é inteiro recheado de músicas, então quem não curte musicais pode ficar um pouco irritado, mas acredito que os fãs de Steven já estão acostumados.

Steven acredita que finalmente conseguiu trazer paz para o universo Gem, mas quando ele menos espera, um novo problema relacionado ao passado de sua mãe surge. O enredo segue a mesma linha de toda a série, o jovem Universe precisando corrigir os erros de sua mãe.

Não tenho como dar mais detalhes sem liberar spoilers, pois o filme é bem curtinho e um pouco previsível. Apesar de inovar pouco no enredo, o filme trás algumas boas surpresas e aquele gostinho de quero mais para os fãs da série.


Ps: assistindo esse filme foi impossível não refletir em algumas mancadas que dei com alguns amigos quando eu era criança e que nunca tive oportunidade de me desculpar de fato. 

Confesso que fui uma criança meio mandona e um pouco difícil de lidar. Acho que não chego ao nível do que a Rose fez no filme (pelo menos espero que não), mas meio que já afastei amigos de forma abrupta e rude e só depois de crescer percebi o quanto posso ter os magoado.

Se por um acaso você foi meu/minha amigo/amiga na infância e eu te chateei, saiba que eu sinto muito e aproveito esse post para pedir desculpas publicamente.

domingo, 11 de agosto de 2019

Primeira semana de aula, uma infinidade de coisas para fazer


Na segunda-feira passada minhas aulas retornaram e em apenas uma semana, já estou lotada de trabalhos para fazer e livros para ler.

A cada professor que entrava na sala de aula a lista de leituras crescia e quando a sexta-feira chegou (não tive aula nesse dia) ela já estava mais ou menos assim:

- Prática de Morfossitaxe: como e por que aprender análise (morfo)sintática. SAUTCHUK, Inez.
               *esse no caso é para ler ao longo da vida e não só nesse semestre.
- Primo Basílio. Eça de Queiroz.
- Discurso e Mudança Social. FAIRCLOUH, Norman.
                *esse é para a Iniciação Cientifica.


Em questão de livros de literatura que eu escolho, me considero uma leitora rápida. Já li aproximadamente 1500 páginas em uma semana tranquilamente. Mas se o livro não me agrada, a história é bem outra. Já demorei um ano em um livro de 200 páginas e ainda abandonei a leitura (sim, "Entrevista com o Vampiro", eu estou falando de você). Livros técnicos costumam ser mais arrastados e extensos e se adequam nesse segundo ritmo de leitura.

Além dos livros, tem os trabalhos, que até o momento contabilizam sete, mais dois seminários. também temos as atividades complementares para realizar e as preocupantes horas de estágio, que podem começar a ser cumpridas esse semestre.

Começo de semestre sempre bate aquela ansiedade ao ver a quantidade de coisas que tenho para fazer. A ideia é tentar não surtar, afinal de contas, os outros semestres também foram puxados e acabei dando um jeito de lidar com eles.

Vou precisar me organizar, priorizar algumas leituras, evitar deixar as coisas para última hora e, claro, tirar alguns momentos para descansar.

É muito fácil nos desesperamos ao encarar uma grande lista de afazeres. Eu muitas vezes me pego surtando enquanto tento fazer tudo de uma única vez, o que obviamente não funciona. Quando percebo que estou com três trabalhos diferentes abertos, agenda na mão e caçando um audiobook no celular, eu paro e me dou uma pequena bronca, fecho todas as coisas, sento e tento me organizar. Separo as coisas em pequenas tarefas ao longo da semana, de forma que eles se adequem ao pouco tempo que tenho para fazê-las. Até o momento, está dando certo.

Se você também está começando um semestre de aulas e já está angustiado, eu te entendo, mas vai dar certo. Se planeje, se organize e se precisar, não exite em pedir ajuda dos seus colegas de sala, amigos e da família. Às vezes tentamos fazer tudo sozinhos e acabamos nos enroscando, passando um nervoso desnecessário e gastando mais energia em uma tarefa do que era realmente preciso.

Vou tentar seguir minhas próprias dicas ao longo desses seis meses, pois sei que muitas vezes é fácil falar, difícil é fazer. Espero aproveitar bastante meus estudos e torço para que vocês também aproveitarem.

Boas aulas, pessoal!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Quase trinta: expectativas de criança

A. Constantino Brandão criança

Quando crianças, é comum que nos perguntem o que queremos ser quando crescermos. Desde muito novos as pessoas nos fazem pensar sobre o futuro, sobre carreira e sobre família. Aos sete anos de idade, meus filhos ainda não nascidos já tinham nomes escolhidos.

O tempo vai passando e nosso planos para o futuro vão amadurecendo e se modificando, e isso é ótimo! 

*****

Atualmente tenho 27 anos e minha vida não está nada parecida com o que eu aos dez anos tinha imaginado. Obviamente, há coisas que eu gostaria que tivessem se concretizado, mas seria uma tortura tentar corresponder as expectativas de uma criança que não sabia absolutamente nada da vida.


Aos 11 anos eu achava que tinha decidido minha profissão e que assim que saísse do ensino médio iria direto para a faculdade. Quão desapontada ficaria essa Andressa ao saber que eu ainda não sei ao certo qual a minha carreira e que com quase trinta anos continuo estudando?

Mas tudo bem, a Andressa de 11 anos achava que o vestibular era fácil, que poderia terminar todos os estudos sem trabalhar e que iria conseguir um cargo logo depois de formada. Ela era ingênua e não tinha como imaginar como as coisas realmente funcionam no mundo adulto. Essa criança não tinha como saber que ao entrar na primeira faculdade iria gostar de diferentes áreas de estudo e que iria se apaixonar novamente pela escrita, deixando a decisão mais difícil.

O assunto "carreira" deixa muitos adultos entre os 20 e 30 anos nervosos. Afinal, como eu já disse anteriormente, somos bombardeados por essa pergunta desde sempre. Esperam que ao fim da escola tenhamos decidido o que fazer com as nossas vidas e tratam essa escolha como algo definitivo. Como se não pudêssemos trabalhar um pouco aqui e um pouco ali.

Atualmente estou na minha segunda faculdade, estudando letras. Amo minhas aulas e espero um dia poder trabalhar com livros. Mas talvez a Andressa de 37 tenha decidido outra coisa. E tudo bem!

Já tive essa conversa com diferentes amigos e muitos confirmaram que quando mais novos imaginavam que aos 20 anos seriam adultos de "sucesso", o que na nossa cabeça de criança significava: casa, carro e família formada.

Hoje, aos 27 anos, eu ainda não tenho uma casa própria. Ainda moro com os meus pais e divido uma cama de solteiro com meu noivo vários dias da semana. Mas tudo bem. A pequena Andressa não fazia ideia de quanto era preciso trabalhar para comprar uma casa.

Não digo que não quero mais uma casa. É claro que eu quero. Mas agora tenho mais consciência da dificuldade disso. Não preciso me apressar. Posso planejar isso tranquilamente, enquanto aproveito a companhia da minha família.  E quando acontecer, vai ser ótimo!

Alias, essa menininha achava que aos 20 anos estaria pronta  para ter filhos. Como minha mãe engravidara nessa idade e sempre tivemos uma boa relação eu pensava: quero ser uma mãe jovem também. Nunca havia passado pela cabeça da Andressinha que ela talvez nem quisesse a maternidade. Casar, engravidar e criar os filhos era apenas uma consequência da vida que ela foi ensinada a acreditar.

O carro também não aconteceu. A Andressa de hoje tem habilitação, mas não gosta de dirigir. Prefere andar de bicicleta ou até mesmo panguar olhando pela janela do ônibus.

Meus objetivos cresceram comigo. Foram se modificando de acordo com as mudanças que aconteceram na minha vida e na minha mente. Não é uma questão de desistir de sonhos e sim de adequação. Imagina só, se sem estar pronta, eu decidisse ser mãe aos 20 anos apenas para corresponder a expectativas que criei quando criança?

A pequena Andressa fez vários planos que não se concretizaram, mas alguns se realizaram e foram ainda melhores do que ela esperava. Eu fiz minha primeira faculdade na área de comunicação, como o planejado e lá fiz amizades verdadeiras e duradouras. Continuo amiga de pessoas que a Andressinha disse que levaria para a vida  toda. As mantive por perto e fortaleci esse laços. Ainda não me casei, mas tenho um ótimo e longo relacionamento com meu primeiro namorado e melhor amigo.

As coisas podem não ter saído exatamente como a Andressa criança queria, mas deu certo. Tudo isso faz parte do processo.

*****

Fazemos parte de uma geração cheia de autocobrança. Mesmo sabendo que não devemos, estamos sempre nos comparando com os outros e com aquilo que imaginamos que deveríamos ser, com o que deveríamos ter. Acreditamos que existe idade para tudo. Estamos sempre tentando medir nossas vidas por réguas que não fazem o menor sentido.

É quase impossível não criarmos expectativas, mas devemos nos ater as nossas próprias e pensar bem se elas são o que realmente queremos ou se estamos apenas incorporando a expectativas dos outros como nossa própria verdade.

Devemos sempre procurar nossa melhor versão, a constante evolução e o aprendizado. Mas também devemos pensar em tudo o que conquistamos, como e porque fizemos essas coisas. Reavaliar nossos objetivos, pois muitas vezes eles acabam se modificando no meio do caminho, e isso é ótimo. Se somos seres mutáveis, nossos sonhos também são.