sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Sex Education

Eric, Maeve e Otis do seriado Sex Education

Sex Education é uma série original Netflix que acompanha o dia-a-dia de Otis (Asa Butterfield), filho de uma terapeuta sexual, que apesar de lidar com seus próprios problemas relacionados ao assunto, acaba se tornando conselheiro dos jovens da escola Moordale. 

A série de comédia conta com 8 episódios em sua primeira temporada e trata de forma bem humorada os problemas e dúvidas que os adolescentes enfrentam nessa fase da vida utilizando uma quantidade aceitável de clichês do gênero.

Os personagens são bem diversos, com diferentes características e níveis de complexidade. No elenco principal, além de Otis, temos Eric (Ncuti Gatwa), seu melhor amigo, Maeve (Emma Mackey), uma jovem com péssima reputação na escola, e Adam (Connor Swindells), o filho rebelde do diretor, entre outros.

Um dos principais elogios que tenho sobre a Sex Education é o quanto a série foi inclusiva, com diversidade de gênero, raça e sexualidade. Um bom exemplo disso é a família de Jackson (Kedar Willians-Stirling), representante da turma e excelente atleta do colégio. O rapaz é criado por duas mães e em nenhum momento isso é questionado ou julgado na série, aliás, a família é usada como exemplo de um lar estruturado com um filho promissor. 

Outro ponto interessante é a construção de Otis, que apesar de ter algumas atitudes babacas (acho que acontece com todo mundo, né?), é mostrado como um jovem de masculinidade sensível, respeitoso e muito carinhoso com seu melhor amigo, por exemplo. A relação desses dois personagens é simplesmente uma delicia de assistir.


Eric e Otis abraçados


Com uma boa dose de humor, personagens com boas interações e uma temática interessante, Sex Education é uma daquelas séries que você começa assistir e não para mais (ainda estou tentando recuperar meu sono dos dias que fiquei maratonando).

Fiquei muito feliz em saber que ela teve sua segunda temporada confirmada, afinal, algumas coisas ficaram em aberto no último episódio e eu estou bem curiosa!

Ah! Vale ressaltar que se você é aquela tipo de pessoa que fica encabulado em ver cenas quentes na frente dos outros, essa não é uma série que você vai querer ver acompanhado, já que os episódios estão recheados sexo e nudez.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Passeio na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Andressa na frente da fachada da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Nasci em Santos e cresci pela região (moro em São Vicente, mas trabalho e estudo na minha cidade natal, que é bem aqui do lado), sempre caminhei pela orla da praia e tive como vista o Forte Branco do outro lado do Mar, mas a visita ao local sempre foi adiada.

Acredito que a maioria das pessoas acabam ignorando os pontos turísticos de suas próprias cidades, dando grande valor a viagens e passeios em outras regiões e eu estou inclusa nesse grupo :p. Vivo reclamando que há pouco a se fazer por aqui, mas não conheço nem metade das atrações. Estou querendo mudar isso!

Já faz pelo menos uns dez anos que meu noivo e eu estamos combinando de conhecer a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (o forte branco). Quando eu digo combinando, entenda que se trata de:

— Vamos lá qualquer dia?
— Vamos!

E depois o assunto morria.

Mas essa semana o Rafa decidiu que já estava na hora, então finalmente caçamos na internet os horários e pedimos informações de como chegar ao lugar, arrumamos minha mochilinha (sempre saio abastecida) e pé na estrada, ou melhor dizendo, pé no barquinho que nos levaria lá :p.

O Que é a Fortaleza?


A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande é atualmente um museu histórico e um monumento tomado pelo IPHAN.

Foi construído em 1584, como projeto do arquiteto militar Giovanni Battista Antonelli, para a proteger o acesso do estuário do maior porto da América Latina contra corsários Ingleses.

Vocês podem saber mais detalhes sobre o forte no site do museu, onde também encontram curiosidade e podem também realizar agendamento de ensaios e visitas.

Travessia


Acho que é aqui que confesso que morro de medo do mar e que apesar de viver há 27 anos em uma cidade litorânea, não sei nadar.

Subir na barquinha que faz a travessia de Santos até o forte foi um momento um pouco tenso para mim, que não consegui curtir muito a bela paisagem pelo medo das ondas e pelo enjoo que me acompanha a vida toda em todos os meios de transporte.

travessia pelo mar de Santos para o Guarujá

O Lugar


Logo na chegada, ao redor do atracadouro, há uma pequena praia, sem ondas, de água mais limpa do que a que eu estou costumada. O local estava bem cheio, com várias crianças pulando das pontes e pedras.

Uma pena que eu não tenha batido foto, pois era uma prainha muito simpática.

O Museu


Apesar de não estar tendo nenhuma exposição especifica e ter poucas coisas fixas para se ver (apenas algumas miniaturas de barcos e fotos da época em que o edifício esteve abandonado). A fortaleza tem uma construção muito legal e uma vista que faz o passeio valer a pena. Muitas pessoas utilizam o lugar para fazer ensaios de casamento (inclusive no dia que fomos).

Vista para o mar da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande


Fomos em um sábado e estranhei o lugar estar tão vazio, principalmente por ser um belo dia de sol. Não sei se esse é o movimento habitual do museu, mas parecia que o local não estava acostumado a receber muitas visitas.

Há uma pequena lanchonete e banheiro no museu, mas apesar de arrumados, não estavam abastecidos.

Realizamos uma pequena trilha com um guia, para onde era o mirante, mas a vegetação cobre a vista para o mar. Há também a opção de uma trilha pelas pedras para a Praia do Goes, mas como havia poucos guias disponíveis (e eu não achei seguro sendo desastrada como sou fazer o caminho sem alguém experiente), acabamos não fazendo o percurso.

Caminho para a trilha

domingo, 13 de janeiro de 2019

OQAES: Substitutos, Os Oito Odiados e Bohemian Raphsody

montagem com Bruce Willis, Rami Malek e Samuel L. Jackson









Fazia muito tempo que eu não escrevia um post sobre filmes assistidos, por falta de tempo (e por utilizar o pouco que tinha para ver filmes repetidos :p).

O post de hoje trás dois filmes que vi nessas duas primeiras semanas do ano e um que assisti no fim de 2018, ou seja, não é bem o que assisti essa semana, mas acho que está valendo.


poster do filme Bohemian Rhapsody
Toda a minha família estava muito ansiosa para assistir o filme biográfico da banda Queen e do cantor Freddy Mercury, intitulado com o nome da música Bohemian Rhapsody, mas acabamos indo ao cinema apenas na última semana de exibição.

Como o filme esteve em alta durante vários dias, foi difícil não ler  ou ouvir sobre ele antes de conferir, então quando assisti já estava bem consciente de que o filme continha alguns erros históricos. Achei bom ter esse conhecimento prévio, pois não conhecia muito sobre a história da banda, então aproveitei o filme sabendo que os acontecimentos poderiam não ser exatos, o que é melhor do que acreditar em tudo e depois descobrir os furos. 

Assim foi menos confuso, mas alguns dos erros me deixaram bem decepcionada (leia aqui a confusão das datas do emblemático show no Brasil durante o primeiro Rock n' Rio).


Bem, ignorando as GRANDES divergências, o filme é ótimo, já que conta com excelentes atuações (como a de Rami Malek interpretando Freddy) e uma trilha sonora maravilhosa, afinal, Queen é Queen.


poster do filme Substitutos
Começamos a assistir Substitutos de forma bem despretensiosa. Meu pai deu play no primeiro filme com uma sinopse razoável e pronto. Talvez seja essa despretensão tenha sido muito benéfica, pois apesar de não ser uma história inovadora ou com grandes plots, o longa protagonizados por Bruce Willis foi uma ótima distração, cumprindo bem sua função como filme de ação com ficção cientifica como pano de fundo.

O filme conta a história de um mundo futurista, onde as pessoas utilizam androides como substitutos de seus próprios corpos, como forma de se manterem seguros enquanto vivem suas vidas. Tom Greer (Willis) é um policial que foi designado para investigar um estranho assassinato dos substitutos, que acabou resultando em mortes reais.



poster do filme Os Oito Odiados
O último filme que vi nesses primeiro dias de janeiro foi Os Oito Odiados, dirigido por Quentin Tarantino, o que já devia ser uma indicação de que eu não iria gostar (me julguem, mas eu raramento curto um filme do Tarantino :p).

O longa (e poem longa nisso) acompanha dois caçadores de recompensas com seus prisioneiros, eles se encontram durante uma nevasca e buscam refugio no Armazém da Minnie, um ponto de parada no meio do caminho para Red Rock.
Durante o filme vamos conhecendo um pouco sobre os homens que já se encontram nesse abrigo e acompanhamos os conflitos gerados por essa pequena convivência forçada.

Os Oito Odiados é longo, lento e cansativo, com cenas de plano aberto que parecem durar uma pequena eternidade.

O enredo parece mudar quando chega no meio do filme, assim como acontece em Django Livre, e é nesse ponto que o sangue começa a jorrar e a história vai perdendo o sentido.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Sirius the Jaeger

luta entre o personagem Yuliy e um vampiro do anime sirius the jaeger

A nova animação original da Netflx, Sirius the Jaeger, conta a história de Yuliy, único sobrevivente de uma vila do povo Sirius, que se junta aos caçadores de vampiros para vingar sua família. O anime conta com 12 episódios de 25 minutos em sua primeira temporada (uma continuação ainda não foi confirmada) e tem traços bem agradáveis, mas deixa muito a desejar.

Para explicar vou precisar soltar alguns spoilers leves, os que forem maiores, vou deixar em cinza,. para que vocês possam evitar a leitura. Caso queiram ler todos os comentários, selecionem o texto ^^

Logo de início você percebe que a história não é nada original, parecendo muitas vezes recortes de outros animes, mas ainda espera um bom desenvolvimento, o que acaba não acontecendo.

Sirius the Jaeger parece se perder no meio do roteiro, com vilões fáceis de ser vencidos, histórias mal explicadas e personagens sem nenhuma profundidade (um dos pontos mais críticos na minha opinião).

Em algum ponto a história passa a girar em torno de um poder ancestral da vila Sirius, denominado A Arca, que está sendo procurado por vampiros, humanos e caçadores. Não fica claro os poderes que essa Arca possui, mas todos a querem.

A busca acaba sendo bem simples e as cenas de enrolação duram mais do que a jornada ou que as partes das lutas, tornando o anime cansativo e meio chato.

Comentário com Spoiler: o vilão principal (que conhecemos só depois de vários episódios) acaba conseguindo obter o poder da Arca, que aparentemente serve apenas para te dar uma fantasia fabulosa e purpurinada. Ainda que o vampiro não fosse capaz de controlar tamanho poder, algo mais deveria ter sido mostrado. Foi simplesmente bem frustrante!

Já na sinopse disponibilizada pela Netflix, Yuliy é descrito como um lobisomem e em alguns episódios chega a mostrar que ele é forte, se cura rápido e tem um bom olfato, e isso é só! Nada mais indica nenhum outro poder do protagonista, não há uma transformação completa ou convincentes, o que tira completamente o sentido das piadinhas feitas com o personagem por seus amigos.

Yuliy transformado em lobisomem
o máximo de lobisomem que você vai ver, desculpem desaponta-los

Yuliy tem características pouco marcantes e nenhum momento realmente interessante ao logo de todo o anime. Os personagens secundários também não cativam e foram ainda mais mal explorados do que o protagonista. Até os vampiros (que para quem ama histórias do gênero como eu já são razão suficiente para assistir algo) foram sem graça, nada charmosos, nada densos e fracos.