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sexta-feira, 1 de março de 2019

O Príncipe Dragão- 2ª temporada

O Príncipe Dragão

A segunda temporada da animação O Príncipe Dragão chegou à Netflix esse mês, com nove novos episódios, que se iniciam exatamente onde a primeira temporada terminou, durante a jornada de Callum e Ezran para levar o ovo do Príncipe Dragão de volta para mãe, com o intuito de impedir uma guerra devastadora.


A nova temporada se passa em poucos dias, assim como a primeira, mas dá um maior enfoque na evolução dos personagens do que em grandes aventuras. Todos passam por momentos de dúvidas e provações que modificam suas maneiras de ver a vida e lidar com as situações.


Um ponto muito interessante dos personagens dessa animação é que eles não unidimensionais. Cada um deles tem seu lado sério e denso, mas também possuem senso de humor, manias e momentos bobos, que os tornam muito mais cativantes. É difícil enxerga-los só como vilões ou só como mocinhos (claro, há exceções).


A série cria nessa segunda temporada uma forte ligação com histórias passadas, o que com toda certeza me deixou bem curiosa para saber mais sobre o início da guerra e sobre personagens novos que foram introduzidos.


O Príncipe Dragão se mostrou uma série bem representativa desde o início, mas deu um grande passo ao apresentar um casal de Rainhas guerreiras e extremamente respeitadas por seu povo (acho que literalmente cheguei a aplaudir a animação nesse momento). Alias, as mulheres da série são fantásticas de modo geral, cheias de personalidade e nos mais diferentes estilos.


Rainhas de Duren de O Príncipe Dragão


Apesar de os gráficos não terem mudado muito (mesmo depois das inúmeras críticas no primeiro ano da animação) acabei me acostumando com eles, e me peguei admirando os belos cenários em alguns momentos.


Estou muito ansiosa e empolgada para uma terceira temporada, que ainda aguarda renovação (acredito que vai rolar, pois a maioria das críticas foram super positivas).

Se você ainda não assisti e pretende passar o carnaval descansando, essa pode ser uma boa opção para maratonar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Sirius the Jaeger

luta entre o personagem Yuliy e um vampiro do anime sirius the jaeger

A nova animação original da Netflx, Sirius the Jaeger, conta a história de Yuliy, único sobrevivente de uma vila do povo Sirius, que se junta aos caçadores de vampiros para vingar sua família. O anime conta com 12 episódios de 25 minutos em sua primeira temporada (uma continuação ainda não foi confirmada) e tem traços bem agradáveis, mas deixa muito a desejar.

Para explicar vou precisar soltar alguns spoilers leves, os que forem maiores, vou deixar em cinza,. para que vocês possam evitar a leitura. Caso queiram ler todos os comentários, selecionem o texto ^^

Logo de início você percebe que a história não é nada original, parecendo muitas vezes recortes de outros animes, mas ainda espera um bom desenvolvimento, o que acaba não acontecendo.

Sirius the Jaeger parece se perder no meio do roteiro, com vilões fáceis de ser vencidos, histórias mal explicadas e personagens sem nenhuma profundidade (um dos pontos mais críticos na minha opinião).

Em algum ponto a história passa a girar em torno de um poder ancestral da vila Sirius, denominado A Arca, que está sendo procurado por vampiros, humanos e caçadores. Não fica claro os poderes que essa Arca possui, mas todos a querem.

A busca acaba sendo bem simples e as cenas de enrolação duram mais do que a jornada ou que as partes das lutas, tornando o anime cansativo e meio chato.

Comentário com Spoiler: o vilão principal (que conhecemos só depois de vários episódios) acaba conseguindo obter o poder da Arca, que aparentemente serve apenas para te dar uma fantasia fabulosa e purpurinada. Ainda que o vampiro não fosse capaz de controlar tamanho poder, algo mais deveria ter sido mostrado. Foi simplesmente bem frustrante!

Já na sinopse disponibilizada pela Netflix, Yuliy é descrito como um lobisomem e em alguns episódios chega a mostrar que ele é forte, se cura rápido e tem um bom olfato, e isso é só! Nada mais indica nenhum outro poder do protagonista, não há uma transformação completa ou convincentes, o que tira completamente o sentido das piadinhas feitas com o personagem por seus amigos.

Yuliy transformado em lobisomem
o máximo de lobisomem que você vai ver, desculpem desaponta-los

Yuliy tem características pouco marcantes e nenhum momento realmente interessante ao logo de todo o anime. Os personagens secundários também não cativam e foram ainda mais mal explorados do que o protagonista. Até os vampiros (que para quem ama histórias do gênero como eu já são razão suficiente para assistir algo) foram sem graça, nada charmosos, nada densos e fracos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

The Good Place- 3ª temporada

cartas da 3ª temporada de the good place

Na terceira temporada de The Good Place continuamos acompanhando os esforços de Michael e Janete para enviar os quatro protagonistas (Eleonor, Chidi, Tahani e Jason) para o bom lugar.

A série continua apresentando bons plots, de forma engraçada e absurda, que são as principais características da trama.

Os personagens tem um bom desenvolvimento ao longos desses episódios, que passam em grande parte na Terra.

Eleonor continua esperta e sarcástica, mas se aproxima cada vez mais da pessoa que ela deseja ser, pensando muitas vezes no que é melhor para todos do grupo. Chidi começa a trabalhar suas decisões, ainda que tenha um longo caminho a percorrer, e Tahani dá um grande passo para deixar de viver as sombras da irmã. Até mesmo Jason, que ainda é aquele bobão das primeiras temporadas, tem algum nível de amadurecimento.

Cena de Jason na série The Good Place 3ª temporada


Como de costume, a temporada acabou em um ótimo gancho e me deixou cheia de expectativas. Espero episódios tão divertidos quanto os anteriores e que a série não se alongue mais do que o necessário, pois tenho muito medo de um cancelar sem conclusão ou um fim muito enrolado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Steven Universe 3ª, 4ª e 5ª temporada

Imagem da abertura de Steven Universe- Garnet, Perola, Steven e Ametista

Quem acompanha o blog, provavelmente já percebeu que eu sou apaixonada por Steven Universe, esse desenho amorzinho criado por Rebecca Sugar.

Hoje, vou falar um pouco sobre as últimas três temporadas lançadas e seus acontecimentos. Vou tentar ao máximo não dar Spoilers, mas os que eu preciso comentar estarão com alertas.

Acontecimentos


Essas últimas três temporadas de Steven Universe foram recheadas de ótimos plots e ótimos momentos, sempre permeados daquela sutileza e fofura típicos da história.

As aventuras das Gems agora não se resumem a terra, tendo vários episódios passados no espaço e em outros planetas. É inclusive, em um desses episódios que acontecem coisas bem inesperadas envolvendo Lars, mas vou para por aqui, para deixa-los curiosos :p

Muitas questões do passado começam a emergir, desde a tensão entre Greg e Perola, até os segredos de Rose e da revolução Gem. As maiores questões levantadas durante toda a série é finalmente respondida, deixando a maioria dos personagens (e dos telespectadores, diga-se de passagem) muito surpresos.

Rose Quartz discursando para outras gems


Steven Universe- armas da guerra gem


Ainda que a quinta temporada tenha acabado deixando a impressão de que Steven Universe começa a rumar para sua reta final, muitas coisas ainda precisam ser explicadas, dando aos fãs esperanças de uma nova temporada tão boa quanto essas últimas.

Spoiler que eu preciso comentar: O que dizer do primeiro casamento entre mulheres em um desenho animado com declaração de amor e beijo no final? Steven Universe é mesmo muito amor e mostra o relacionamento de Ruby e Sapphire de uma forma tão linda S2

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Luke Cage- segunda temporada


Na segunda temporada do Herói de pele indestrutível, Luke Cage precisara lidar com uma guerra entre Mariah Stokes e um misterioso jamaicano com força sobre humana que se chama de Bushmaster.

A briga pelo poder entre a vereadora e esse homem, que busca vingar sua família, trás a violência desordenada para as ruas do Harlem, bairro que Luke tenta a todo custo proteger.

Sem saber qual lado pode trazer mais danos, Luke migra sua aliança diversas vezes ao longo dos episódios, ao mesmo tempo que tenta lidar com seus conflitos pessoais e problemas com a raiva.


Os vilões tiveram grande destaque nessa temporada, com histórias bem construídas, fazendo com que em certos momentos você sinta certa empatia por eles, mesmo sabendo todas as coisas horríveis que fizeram. Eles provavelmente foram o destaque da série, tanto em enredo, quanto em atuação.

mariah e bushmaster
Mariah e Bushmaster no Harlem's Paradise

Apesar de ser o protagonista e de ter tido papel importante no desenrolar da história, Luke parece ter ficado de fora de grande parte da resolução dos problemas da série. De certa forma, foi interessante ver a trama se resolver sem a típica disputa épica entre o mocinho e o vilão.

Luke também se mostra um homem complexo, com sentimentos conflitantes e toma decisões que deixam um gancho bem diferente para a terceira temporada. Não sei como irá ser abordado nas outras séries Marvel/Netflix (Jéssica Jones, Punho de Ferro e Demolidor), mas torço para que não seja esquecido ou irá causar um grande furo de roteiro.

Não me lembro do herói ser tão machista na primeira temporada, mas em certos momentos tive vontade de entrar na tela e socar o protagonista. Espero que na próxima temporada isso também seja resolvido.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Champions



Champions é uma série de comédia disponível na Netflix, com dez episódios, e conta a história de Vince Cook (Anders Holm), um ex-atleta sem grandes objetivos, que administra a academia da família e mora com seu irmão mais novo.

A vida dos irmãos Cook começa a mudar quando Michael (J. J. Totah), o filho adolescente de Vince, que ele não conhecia, precisa morar com eles para estudar em uma escola de arte da cidade.

A série é bem curtinha e engraçada, com um enredo bem clichezinho e leve, fácil de maratonar.

Apesar de conter diversos estereótipos e personagens caricatos, como Matthew Cook, um homem bonito e meio bobão, a série conseguir mostrar dois personagens que fugiram dos padrão utilizados nesse tipo de história, o que foi bem interessante. 

Vince não é aquele pai bobalhão que não sabe fazer nada. Ele comete erros, claro, mas desde o momento em que começa a cuidar do filho, cria atitudes paternais, finalmente assumindo a responsabilidades que evitou por anos. 

Prya (Mindy Kalling), por sua vez, não faz aquele papel de mãezona super responsável que precisa constantemente corrigir os erros do pai. Apesar de ter criado muito bem seu filho por sozinha por quinze anos, ela também tem falhas e cometeu erros, o que a torna muito mais real.

Outro ponto positivo é que em nenhum momento da série a questão da sexualidade de Michael chega a ser um problema. Ele é acolhido por todos de forma natural. Sei que isso pode não ser o que ocorre na maioria das famílias, mas é legal mostrar que  pessoas LGBT's também podem ser aceitas por sua família.

Espero ansiosa por uma segunda temporada, torcendo para que alguns estereótipos sejam menos utilizados e novos temas possam ser abordados, sempre com a leveza que a primeira temporada trouxe.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Cara Gente Branca- 2ª temporada



Após os conflitos que ocorreram nos últimos episódios da primeira temporada de Cara Gente Branca, Samantha White e os outros estudantes da Universidade de Winchester precisam lidar com as consequências de suas escolhas e com novos problemas dentro do campus.


A segunda temporada aborda principalmente o ódio gratuito na internet, muitas vezes disfarçado com o discurso de opinião, mas também trata de autoconhecimentos, expectativas da sociedade e sobre decisões difíceis.

Cada personagem tem seu tema próprio, com problemas particulares, além do enredo principal da história, o racismo.


Utilizando de um humor irônico, Cara Gente Branca consegue fazer boas críticas a sociedade e ao comportamento de algumas pessoas, que insistem em ignorar os problemas.

Apesar de não ter episódios tão impactantes como os da primeira temporada, e ter se estendido muito no assunto sobre sociedades secretas, a série conseguiu mostrar pontos muito interessantes, um desenvolvimento dos personagens e ainda deixar uma boa ponta para futuros capítulos.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Jessica Jones- 2ª temporada



A segunda temporada de Jessica Jones estreou no dia 08 de março, dia da mulher, com treze novos episódios.

O enredo continua explorando os traumas de Jessica, mostrando mais sobre o processo que lhe concedeu suas habilidades especiais e sua juventude ao lado de Patsy.
Vemos os conflitos internos e morais da protagonista durante toda a história, dividida entre o que é certo e o que manda seu coração solitário.

Alguns personagens me decepcionaram bastante por suas atitudes, mas isso os torna mais humanos e críveis, então, não considero isso um fator negativo. Até mesmo Jessica comete vários erros durante a série, e você acaba entendendo muitos deles.
Trish foi um desses casos, de forma bem extrema. Apesar de saber todos os problemas que a melhor amiga da protagonista passou, é muito difícil não se irritar com suas atitudes egoístas e sua obsessão em se tornar mais forte.




Assim como a primeira temporada, esses novos episódios tem um ritmo um pouco arrastado, podendo talvez ser mais enxuta, mas não chega a se tornar cansativa.

Depois da grande falha em Punho de Ferro e Os Defensores, acredito que esses novos episódios de Jessica Jones, com boas atuações e boas cenas, veio para levantar novamente a qualidade das séries Netflix/Marvel e tenho grandes expectativas para uma terceira temporada.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O Justiceiro

ator Jon Bernthal como justiceiro

Na série O Justiceiro, spin-off de Demolidor, acompanhamos Frank Castle (Jon Bernthal) tentando se adaptar a sua nova vida, já que acredita que sua vingança está concluída, mas novas informações sobre a morte de sua família e um novo aliado, faz com que o ex-fuzileiro retome sua antiga rotina.


A série mistura investigação e muita ação, com um roteiro bem simples, mas amarradinho. 

Novos personagens são apresentados, e alguns são bem cativantes, como David (Ebon Moss-Bachrach), novo aliado de Frank, que o ajuda a descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pelas tragédias na vida dos dois.

Infelizmente nem todos os personagens foram bem aproveitados, um exemplo disso é a agente especial Dinah Madani (Amber Rose Ravah), que poderia ter grande importância para a história, mas acabou se tornando mais uma vitima do que uma aliada, o que foi um tanto quanto incomodo.


As cenas de ação, apesar de interessantes, são exageradas. Por mais que Frank seja forte e resistente a dor, nenhum ser humano poderia agir como ele com tantos ferimentos. Essa incrível resistência acaba se estendendo para os vilões principais. Até é compreensível que no meio da ação, você não perceba alguns ferimentos, mas se você toma uma facada no peito, imagino que deva ficar difícil mexer os músculos do braço como se aquilo não fosse nada :p


Achei que o final foi satisfatório, mas espero que a segunda temporada, já confirmada pela Netflix, mude um pouco o enredo, deixando o passado de Frank apenas como parte de suas características.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

The New Normal


     The New Normal conta a história de Bryan (Andrew Rannels) e David (Justin Bartha), um casal que decide ter um filho através do processo de barriga de aluguel e que encontram em Goldie (Georgia King), uma jovem mãe que tenta mudar de vida, uma chance de construirem sua família.

     A série, de 22 episódios, transmite a ideia de que uma família não é apenas formada por pai, mãe e filhos, mas sim por todos aqueles que amamos e escolhemos manter em nossas vidas.

     A comédia tem vários momentos fofos e outros que questionam a sociedade, mas ainda peca no uso excessivo de estereótipos e comportamentos errados, e nem digo isso pela personagem Jane Forrest (Ellen Barkin), a avó preconceituosa e intolerante de Goldie, já que esse era meio que o objetivo dela na série. Os próprios David e Bryan são cheios de atitudes preconceituosas, o que apesar de ser bem desagradável, acabou os tornando mais reais reais, pois ainda estão no processo de desconstrução e tentam aos poucos, desenraizar coisas que aprenderam com a sociedade julgadora.

     Ainda no elenco principal temos a assistente de Bryan, Rocky (NeNe Leakes), uma mulher forte a ambiciosa, e a Shania (bebe Wood), a excêntrica filha de Goldie.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

The Good Place- 1ª temporada

cartaz da série the good place

The Good Place é uma comédia criada por Michael Schur, que conta a história de Eleanor Shellstrop (Kristen Bell), uma mulher com uma índole duvidosa, que depois de morta é enviada por engano para o lugar bom.

Com medo de ser descoberta e enviada para o lugar ruim, Eleanor precisara aprender a ser uma pessoa melhor e quem sabe merecer o lugar onde se encontra. 


A série é bem divertida, com uma boa dinâmica e ótimas referências, tanto de outras séries, como dos acontecimentos do nosso cotidianos.

Michael da série the good place fazendo referência a friends

O personagens são incríveis, carismáticos, e divertidos, ainda que um pouco caricatos, o que no fundo, combina bastante com o enredo da série.

Fico um pouco preocupada com rumo que a segunda temporada por tomar, devido a alguns acontecimentos do fim dessa etapa, mas ao mesmo tempo, estou bem curiosa para saber que solução eles irão encontrar para os novos problemas surgidos nesse grande plot.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

12 Monkeys- 2ª temporada

Cole e Cassie de os doze macacos

     A segunda temporada de Os 12 Macacos se afasta um pouco do tema vírus mortal para dar espaço para problemas temporais mais complexos e um pouco mais confusos.

     A relação de Cole (Aaron Stanford) e Cassie (Amanda Schull) se torna mais complicada, já que cada um tem uma forma diferente de encarar a missão de salvar o mundo de um colapso temporal.

Cole e Cassie de os doze macacos mirando suas armas um para o outro

     Há bastante ação ao longo dos treze episódios e boas atuações. Gosto muito das cenas que envolvem a Jennifer Goines (Emily Hampshire), minha personagem preferida, dona dos diálogos mais confuso e profundos do seriado, que durante a segunda temporada teve uma maior importância.

Jennifer Goines de os doze macacos armada

      Apesar de gostar da série, fiquei um pouco decepcionada em saber que essa não foi a última temporada, pois o enredo continua a dar voltas, se tornando um pouco cansativo. Acredito que uma maior objetividade pudesse tornar Os 12 Macacos melhor, já que quando se trata de tempo, o roteiro tem que estar bem fechadinho.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Atypical

Sam e Paige da série atypical

     Em Atypical, acompanhamos o jovem, que está no espectro autista, em sua jornada para começar a namorar. O seu desejo de se tornar mais independente, trás diversas mudanças em sua vida e na de sua família. 

     A nova série da Netflix é sensível e ao mesmo tempo engraçada, divertindo ao passo que nos mostra uma realidade ainda desconhecida para muitos.
     O personagens são bem elaborados, cheios de defeitos e qualidades que os tornam mais reais. Ninguém é perfeito, todos erram, ainda que muitas vezes tenham boas intenções.

Casey da série atypical dizendo que queria ajudar

     Vemos toda a mudança das relações entre pais e filhos com o passar do tempo, quando as crianças param de ser tão dependentes e os pais precisam se adaptar a essa nova fase, onde suas funções também mudam.
     Cada um dos personagens tem seus próprios dilemas e opiniões diferentes sobre determinados assuntos, que muitas vezes geram conflitos entre eles.

     O fim da temporada foi uma das melhores que assisti nos últimos meses, apresentando uma evolução dos seus personagens e deixando um ótimo gancho para a próxima segunda temporada, daqueles que você torce desesperadamente para que a série seja renovada logo.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Os Defensores

os defensores dentro do elevador

Os Defensores é o cross-over das quatro séries de super-heróis lançadas pela Netflix em parceira com a Marvel e mostra o encontro do Punho de Ferro, Luke Cage, Jéssica Jones e Matt Murdock (Demolidor), que precisam juntar suas forças para lutar contra o Tentáculo.


Essa série foi muito aguardada pelos fãs, e eu me inclui nesse grupo, mas apesar de ter gostado, não posso dizer que fiquei completamente satisfeita.

Os Defensores tem um ritmo mais frenético, o que faz os episódios parecerem mais curtos. Muita ação, muitas cenas de luta, mas com furos no roteiro.

Alguns detalhes das séries originais parecem terem sido esquecidos pelos roteiristas, deixando vários pontos sem explicação. Personagens que tinham envolvimento com a trama simplesmente foram deixados de lado.

Também senti falta de uma maior interação com os personagens secundário. Entendo que com uma grande quantidade de protagonistas, o elenco de apoio seja menos trabalhados, mas senti que essa interação não ficou muito verídica, isolando os heróis no núcleo central da ação.

As cenas de luta, apesar de empolgantes, pareceram bem mais artificiais do que nas séries anteriores. Em alguns momentos, dava para ver claramente o quão coreografada elas eram, com adversários que aguardavam os golpes um do outro.

O ponto mais positivo da série, é provavelmente a interação dos protagonistas entre si, já que eles, em sua maioria, tem personalidades muito interessantes.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Little Witch Academia

poster little witch academia

     Little Witch Academia é um anime do estilo shoujo disponível na Netflix, que conta a história de Akko, uma jovem apaixonada por magia, que se torna a primeira não bruxa a frequentar a escola Luna Nova.
     Apesar de não ser uma estudante muito habilidosa, Akko é extremamente determinada, e sonha seguir os passos de sua ídola, Shiny Chariot, uma bruxa famosa e talentosa que simplesmente desapareceu.

Sucy, Akko e Lotte na sala de aula

     O anime tem um enredo simples e um pouco previsível, mas muito bem executado. A história e as personagens são engraçadas, os episódios são leves e os traços muito agradáveis.
     A série é cheia de referências a outras obras, como Harry Potter (muitas vezes), Meninas Super Poderosas, Crepúsculo, Outlander, entre várias outras, o que acaba ficando muito interessante. Você meio que fica procurando os easter-eggs, ainda que muitos deles sejam bem escrachados.

     Um grande ponto positivo de Littler Witch Academia, é o fato de a maioria do elenco ser feminino, sem aquela sexualização exagerada que nós consumidores de animes infelizmente estamos habituados a ver, onde o foco não é o romance e sim a realização do sonho da protagonista. Alias, meninos e relacionamentos são muito pouco falados durante a história, não tirando a atenção do que realmente é importante.

      A interação entre as personagens é muito divertida, apesar de terem personalidades muito diferentes. As minhas preferidas são Sucy, a amiga de Akko que é  fanática por cogumelos e tem um senso de humor um tanto quanto sombrio, e Diana, a jovem bruxa prodígio e grande talento da escola Luna Nova, considerada aquela personagem perfeita que as pessoas geralmente não simpatizam (eu me incluo aqui muitas vezes, mas dessa vez foi diferente).

Sucy com um cogumelo
 
Diana estudando

     Os únicos pontos negativos que realmente me incomoda no anime, é o fato de que os acontecimentos importantes ficaram condensados em poucos episódios, não sendo desenvolvido durante toda a temporada e o pouco desenvolvimento de algumas personagens, que poderia tornar tudo muito mais interessante. Espero que os próximos episódios, que ainda não tem data de estreia no Brasil, possam aprofundar e corrigir esses dois pontos.

        O anime ainda possui dois O.V.A's, também disponíveis no Netflix e lançados antes da série animada, que logo trago a resenha para vocês.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Master of None: um humor sutil e inteligente.


     Master of None é uma série de comédia/drama criada e interpretada por Aziz Ansari em parceria com Alan Yang, que acompanha a jornada de Dev Shah, um ator que vive em Nova York, em busca de novos trabalhos e paixões.

     A série se utiliza de um humor sutil, daquele que você não vai morrer de gargalhar, mas com toda certeza vai se divertir, e como diferencial, vai te fazer pensar. Master of None aborda diversos temas importantes, como falta de representatividade, machismo, a diferença entre gerações, sexualidade, entre outra coisas, de forma leve e muito inteligente.

     Os personagens são divertidos e muito verídicos, compostos de qualidades e defeitos, que fazem você se identificar com muitas situações. A interação entre eles também é muito agradável e realista.
     A relação de Dev e Arnold é algo digno de nota, pois a forma como a amizade dos dois é retratada, foge completamente dos padrões que estamos acostumados a ver na televisão. Eles são carinhosos e respeitosos um com o outro, sem que isso caia no velho clichê de "minha relação com meu melhor amigo parece a de um casal", muitas vezes utilizado para retratar fortes amizades masculinas em comédias.

      Apesar de ter como grande foco a vida do protagonista, a série te permite conhecer um pouco mais sobre seus amigos, sobre a história deles e seus sentimentos. Existe até um episódio que mostra um pouco sobre diversas pessoas que vivem na cidade, mesmo elas não tendo nenhuma relação com o elenco principal.

     Master of None tem atualmente duas temporadas, disponíveis no Netflix, com dez episódios cada uma, sendo uma série bem fácil de ser maratonada :p

terça-feira, 20 de junho de 2017

Santa Clarita Diet

poster santa clarita diet

    Santa Clarita Diet é uma comédia produzida pela Netflix, que conta a história de um casal de corretores imobiliários que precisam readaptar suas vidas após estranhos acontecimentos. Sheila (Drew Barrimore) sofre uma misteriosa mudança, que além de fazer com que a pacata corretora não consiga mais controlar seus impulsos, também a leva a comer carne humana, trazendo uma nova, e bizarra, rotina para toda a família.
       Mesmo depois de todas as mudanças, os Hammonds tentam continuar com sua vida da forma mais normal possível, o que claro não é fácil, mas acaba os unindo ainda mais.

       A série trás personagens engraçados e um tanto quanto incomuns, muito bem interpretados dentro da proposta da comédia, que trata um assunto grotesco, de forma leve. Minha personagem preferida da história é sem dúvidas Abby (Liv Hewson), a filha adolescente do casal, dona de um gênio forte e uma mente criminosa muito interessante.

        A reação de cada um dos envolvidos nos acontecimentos da série é bem diferente do que se espera, tornando o enredo um tanto quanto absurdo, o que na verdade, é a grande graça de Santa Clarita Diet.
        
      Apesar de ter cenas que não são indicadas para pessoas de estômago sensível, essa comédia de horror, segue um ritmo leve e envolvente, o que a torna de fácil de ser maratonada e termina sua primeira temporada deixando aquele gostinho de quero mais.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Mom- uma comédia para rir e para chorar


   Mom é uma comédia criada por Chuck Lorre, Gemma Baker, Eddie Gorodetsky, que conta a história de Christie (Anna Farris), uma alcoólatra em reabilitação, que precisa passar por essa nova fase de sua vida e criar seus dois filhos para que não cometam os mesmo erros que ela.
     Além de ter que lidar com os problemas do trabalho e de casa, Christie ainda precisa aprende a conviver com sua mãe ausente, Bonnie (Alison Janney), que também está em processo de reabilitação e quer se aproximar da família.

    A série mistura muito bem o humor com o drama, fazendo bom uso dos problemas da vida cotidiana e das dificuldades que pessoas em processo de reabilitação precisam enfrentar. Muitos dramas foram apresentados durante as temporadas, alguns deles de forma bem surpreendente, arrancando lágrimas poucos minutos depois de um momento cômico e leve.
     Além de alcoolismo, a série apresenta temas pesados, como uso de drogas, os efeitos que abandono tem sobre uma criança, abuso, morte, mas sempre deixando uma mensagem de prosseguimento.  Esses momentos fortes emocionam, mas não deixam a série com aquele cima pesado e dificil de acompanhar.
      A partir da segunda temporada, alguns personagens acabam sendo deixados de lado, o que é uma pena, pois gostaria de ver o desenvolvimento deles, mas ao mesmo tempo a interação entre Christie e Bonnie, que recebem o maior foco ao longo dos episódios, mantém a série com uma ótima qualidade, cheia de bons diálogos. A atuação das duas é sensacional!
      Dentro do grupo de apoio que acompanha as protagonistas, também podemos conhecer outras mulheres, com vidas diferentes, que acabaram se conhecendo por um problema em comum. Existe um grande potencial nesse npucleo, que começou a ser explorado nessa última temporada, mostrando um pouco mais sobre os objetivos e dificuldades particulares dessas mulheres.

     Mom conta com quatro temporadas já lançadas (com 22 episódios cada) e uma quinta já confirmada, pela qual eu aguardo ansiosamente.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sense8- segunda temporada


     Após dois anos de muita espera, finalmente assisti a segunda temporada de Sense8.
   Durante esses novos 11 episódios (contando com o especial que saiu no final de 2016), continuamos acompanhando os problemas pessoais de cada um dos protagonistas, enquanto tentam também, fugir da organização que caça sensates pelo mundo.
     Nessa temporada, também conhecemos outros grupos de sensitivos e aprendemos mais sobre suas condições e habilidades.


     Apesar de gostar muito da série e estar bem ansiosa para assistir sua continuação, confesso que achei a segunda temporada mais fraca, e até um pouco confusa.
    Alguns acontecimentos não ficaram muito bem explicados, enquanto outros foram tão convenientes para a história, que não convenceram.
     O ritmo da narrativa ficou um pouco prejudicado, desperdiçando muito tempo de tela com a reflexão dos personagens e guardando pouco para a ação, que ficou meio espremida nos últimos episódios. Muitos dos problemas acabaram não sendo resolvidos, deixando as histórias quase no mesmo ponto em que acabaram na temporada anterior.

      Outro exagero foi na utilização de um efeito que demonstra a união dos sensates em alguns momentos. A cena é muito legal, mas não precisava ser usada o tempo todo.


Sense8 Season 2 is coming tomorrow!


     Apesar de todos os pontos negativos que citei, a série continua tendo sua qualidade, com personagens cativantes e um roteiro interessante, e deixou um ótimo gancho (daqueles que você enlouquece para ver mais) para o futuro.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cara Gente Branca

Estudantes da universidade de Winchester do seriado Cara Gente Branca

     A nova série do Netflix, Cara Gente Branca, acompanha a história de um grupo de jovens estudantes que lutam contra o racismo sistêmico dentro da universidade de Winchester, e utiliza de um humor ácido para evidenciar esse problema social, ainda muito presente em todos os lugares.

      Cheguei a postar uma breve resenha sobre essa série e o que achei dela no site Jovens Geeks, mas achei que poderia falar aqui um pouquinho mais sobre minha experiência enquanto telespectadora, de forma mais pessoal.
     Há algum tempo ouvi falar do filme que deu origem a série e criei um grande interesse em assisti-lo, confesso que mais por curiosidade em ver outros trabalhos de um dos atores, do que pela história em si, já que sabia muito pouco sobre o que se tratava.
     Assim que a série foi anunciada e seus trailers divulgados, uma grande (e desnecessária) polêmica surgiu, pessoas abandonaram o serviço de streaming, acusando a série de incitar o "racismo reverso".

o que dizer para essas pessoas?

     A série mostra como o sistema se mantém, através de personagens que negam o racismo, culpam as vítimas e não conseguem reconhecer seus privilégios, pessoas essas que se ofendem quando lhes é mostrado que agiram errado.

     Cara Gente Branca te faz pensar em seus atos e nos seus conceitos, de forma ríspida, mas ao mesmo tempo sutil, com doses certas de humor.
     Apesar de ser uma produção classificada como comédia, alguns acontecimentos são bem dramáticos. Em um dos episódios, acontece um fato, que infelizmente ocorre com certa frequência em nossa sociedade, e faz com que toda a série ganhe um novo rumo. Não vou dar muitos detalhes para não soltar um Spoiler, mas a sensação de indignação, medo e impotência que os personagens presentes nessa cena sentem, atravessam a tela e alcançam você. Cheguei a chorar nesse episódio.

     Com personagens complexos e bem construídos, uma narrativa dinâmica e uma história importante, acredito que Cara Gente Branca se faz uma série necessária e muito bem realizada. Recomendo para todos.